Outubro Rosa: Celebração Pela Vida e Saúde das Mulheres.


Pelo terceiro ano consecutivo a Paróquia Anglicana do Bom Pastor em Salvador – Bahia, Diocese Anglicana do Recife, fez a Celebração Pela Vida e Saúde das Mulheres. Esta celebração faz parte da campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Mama que é assumido por toda sociedade em suas mais diversas organizações.

Desde 2019 a Paróquia do Bom Pastor compreendeu que a celebração deveria ser mais ampla e, por isso, ela ganhou o nome de “Celebração pela Vida e Saúde das Mulheres”. A celebração apresentou o tema da prevenção do câncer de mama na perspectiva do autocuidado. E a amizade e companheirismo das mulheres como modo de fortalecimento das lutas cotidianas por direitos, principalmente direito a saúde e educação.

A Reverenda Bianca Daébs explicou que devido a Pandemia do Covid 19, muitas mulheres tiveram seu acesso ao Sistema Único de Saúde dificultado, principalmente, por causa do Isolamento social. O que contribuiu para o atraso nos exames de muitas mulheres, que aos poucos, têm retomado a rotina do tratamento no Sistema Único de Saúde.

Lembrou também que um outro tipo de “câncer” que destrói a vida das mulheres chama-se Violência Doméstica. E que a rede de prevenção foi duramente atingida no contexto da pandemia do Covid 19, pois muitas mulheres, principalmente as mais empobrecidas, como as vendedoras ambulantes, barraqueiras, empregadas domésticas, diaristas etc. que além de

desempregadas, ficaram isoladas em suas casas.

Este isolamento social afastou as mulheres do convívio comunitário e, consequentemente, de sua rede de apoio, possibilitando que ela ficasse muito mais próxima do autor de violência, que na maioria das vezes, é alguém próximo como o marido, namorado, companheiro, ex-companheiro, ex-marido, ex

namorado, pai etc.

Ela explicou, que as mulheres precisam estarem atentas tanto ao autocuidado, como ao cuidado mútuo. O cuidado de si é fundamental para o cuidado da outra. Fazer o autoexame das mamas, procurar a médica com regularidade, fazer

mamografia periodicamente e difundir informações qualificadas sobre saúde física e mental para mulheres e meninas, é dever de todas as mulheres, mas principalmente das Cristãs, pois estas precisam dar testemunho da fé que professam num Deus de Amor e Graça.

Em sua homilia a Reverenda lembrou que sempre que as Mulheres fizeram parcerias, independente da raça e do credo que professavam, os resultados foram conquistas importantes para a vida das mulheres. Citou como exemplo a história bíblica de Zifrá e Puá (Êxodo 1:15-21) as Parteiras do Egito que desobedeceram a ordem de faraó para matarem os meninos hebreus recém nascidos.

E explicou que, naquela narrativa, as mulheres se uniram para resguardar a sanidade física e mental umas das outras; se uniram para proteger os direitos reprodutivos das hebreias e a vida de suas crianças. Enfrentaram com coragem uma política perversa de dominação e violação dos corpos das mulheres. Naquele momento, mulheres egípcias e hebreias, colocaram suas diferenças e divergências de lado para se irmanarem em uma causa comum pela vida de todas as mulheres.

Ressaltou que em tempos difíceis, como aqueles dias no Egito e os dias atuais, em que os direitos das mulheres são violados constantemente, “nós mulheres, precisamos nos unirmos e cuidarmos umas das outras onde quer que estejamos”.

Concluiu a homilia dizendo que todas as pessoas precisam entender, mas especialmente as mulheres, que a Ruah Divina é Livre, sopra onde quer e como quer, nos movendo em várias direções para que sejam partejados afetos, direitos, solidariedade, curas, ideias e bem viver para as mulheres e meninas a partir de nossas Vidas e de nossas comunidades de fé. Desse modo, podemos responder às necessidades humanas com amor buscando transformar as estruturas injustas da sociedade, desafiando toda espécie de violência, buscando a paz e a reconciliação.




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